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Seja bem-vindo ao site GeoHazardAzores

O arquipélago dos Açores resulta da confluência de três placas tectónicas que se confrontam em pleno Atlântico Norte (Euro-Asiática, Americana e Africana), convivendo de perto, e desde o seu povoamento, com fenómenos sísmicos que causaram elevados impactes sociais e económicos.

O seu quotidiano de risco leva a que a sismicidade seja considerada de especial interesse e preocupação, conferindo ao conhecimento científico e à sua transferência uma missão vital e consciente para a proteção da sociedade que o habita.

Sendo esta realidade partilhada com outras regiões do globo, é ambição da organização do GeoHazardAzores que esta plataforma de partilha de informação se torne um fórum proativo de saber, reivindicando-se através dele a centralidade do conhecimento, investigação e divulgação que a tectónica lhe confere.

Embora este projeto tenha início com a cumplicidade de três entidades organizadoras (IST – Instituto Superior Técnico, OET – Ordem dos Engenheiros Técnicos e UE – Universidade de Évora), estará aberto à participação ativa de todas as entidades técnico-científicas, investigadores, cientistas, … e em sentido lato a todos o que dentro destas temáticas pretendam dar o seu contributo.

Que da partilha do saber resulte uma maior capacidade de intervenção técnica e uma melhor proteção patrimonial e humana da nossa sociedade!

Congresso 40|80

Congresso Internacional dos 40 anos do Sismo dos Açores de 1980: Uma semana de reflexão para o futuro

Bem-vindo ao “Congresso Internacional dos 40 anos do Sismo dos Açores de 1980: Uma semana de reflexão para o futuro” que decorrerá de 5 a 10 de Outubro de 2020, na Ilha Terceira.  

O sismo de 1 de Janeiro de 1980 ocorrido nos Açores foi o que maior impacte produziu em Portugal desde o terramoto de 1755. As ilhas mais afectadas foram a Terceira, principalmente do seu lado Oeste e a cidade de Angra do Heroísmo, mas também a Ilha de São Jorge e a Ilha Graciosa. Provocou a morte a cerca de sete dezenas de pessoas, e causou centenas de feridos, alguns graves. Os parques habitacional e monumental ficaram seriamente afectados, tendo sido necessário alojar dezenas de pessoas que perderam as suas casas. Ao fim de 5 anos a reconstrução do parque habitacional estava em cerca de 80% do total e aos 10 anos atingia quase os 100%. Nesta altura o custo direto da reconstrução cifrou-se em cerca de 40% do PIB da Região Autónoma dos Açores.

Quarenta anos passados importa fazer uma reflexão do que foi o sismo e a reconstrução, bem como da evolução dos conhecimentos nas áreas da Sismologia, da Engenharia Sísmica, métodos de construção e da gestão de eventos deste tipo. Importa, pois conhecer bem as premissas que presidiram à actuação no pós-80 e como estamos preparados para um potencial sismo que venha a ocorrer no futuro.

Convidam-se todos os interessados nesta temática, a contribuir com comunicações para o “Congresso Internacional dos 40 anos do Sismo dos Açores de 1980: Uma semana de reflexão para o futuro”, bem como a empresas do sector da construção a mostrarem os seus recursos para precaver e acudir a um evento semelhante ao sismo de 80. Haverá espaço para exposições, workshops e a realização de eventos de cariz científico e pedagógico.

O evento terá lugar no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo e é organizado por uma Comissão constituída por elementos do Instituto Superior Técnico, Ordem dos Engenheiros Técnicos, Universidade dos Açores e Universidade de Évora.

Carlos Sousa Oliveira

Presidente da Comissão Organizadora